‘MECANISMOS” DE ASSALTOS AOS COFRES PÚBLICOS

‘MECANISMOS” DE ASSALTOS AOS COFRES PÚBLICOS

Amigos e amigas de Floripa

“Mecanismo” foi a palavra usada por Daltan Dalagnol para explicar que na base do Sistema Político Brasileiro opera um complexo modelo de exploração comandado por quadrilhas formadas por fornecedores e grandes partidos políticos que avançam sobre o Executivo e Legislativo e nos 3 níveis de poder.

Daltan não esta sendo inovador. D. Pedro II (que governou o Pais por 49 anos) já havia se referido ao Conselho de Ministros de seu reinado informando que qualquer “despesa pública inútil era um forma de roubar o País”. Rui Barbosa em 1914 disse no Senado Brasileiro que sentia  vergonha de ser honesto; Jânio Quadros em 1961 se elegeu tendo como símbolo uma “vassourinha”; o Movimento de 1964 teve como um de seus fundamentos a bagunça orçamentária da época; Collor em 1990, trouxe como argumentos, acabar com os marajás, Lula uma nova ética na gestão pública e  Dilma foi defenestrada do poder justamente porque praticou a incúria administrativa no orçamento público federal.

Como acabar com o “mecanismo”?

Minhas convicções são claras, independemos de novas leis, com as que temos, a Justiça já prendeu Maluf, André Vargas, Eduardo Cunha, Gedel, Palocci, Cabral e tantos outros. Muitos estão na fila para serem condenados. Há aqui o que Daltan não disse – a morosidade dos operadores da justiça, o Ministério Público entre eles.

Dentre as medidas urgentes estão sem dúvida a agilidade da Justiça e isto cabe aos esforços internos destas corporações. Quando criticadas sempre acusam a “ausência de leis mais duras”. É uma meia verdade.

Compare a Gestão Pública Brasileira a um enorme queijo suíço cercado de ratos por todos os lados. É claro que enquanto tiver queijo, os ratos estarão nas proximidades. Não se pode acabar nem com os ratos nem  com o queijo,  mas este,  pode ser reduzido a níveis em que o “olho humano” poderá enxergar os ladrões se aproximando.

Refiro-me a uma ampla, decidida e racional reforma Administrativa cuja estrutura orgânica mantenha certa integração entre os Entes federados – até 15 Ministérios, 15 Secretarias Estaduais e 15 Secretarias Municipais. Em seguida há outros “lacticínios” produtores de queijos que precisam ser extirpados, as empresas públicas e as de economia mista. Há centenas delas no âmbito federal, estadual e municipal.

Há também órgãos inúteis, desnecessários, superpostos, que extraem bilhões dos cofres públicos. Vou dar exemplo da cidade de Floripa – há uma Secretaria da Cultura que gerencia uma Fundação da Cultura, há uma Secretaria da Pesca, todavia, Floripa comparece com um “risquinho” nas estatísticas do IBGE, há um IGEOF que ninguém sabe para que existe. São as tais despesas inúteis referidas por D. Pedro II.

Finalmente a cereja do “mecanismo” estão focadas nas nomeações políticas, indicações dos apoiadores para manter suas bases eleitorais. São milhões pelo Brasil afora. É preciso defender uma estrutura de cargos e salários para órgãos públicos de caráter permanente.

Dá para consertar basta pulso firme e determinação.


Dilvo Tirloni

Sou Administrador concluí meus estudos de ensino fundamental na cidade de Nova Trento. Os estudos de ensino Médio foram concluídos na cidade de Brusque, no Colégio São Luiz e Consul Carlos Renaux. Sou bacharel em  História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Simultaneamente, cursei Administração na Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG). Nesta escola fui contemplado com medalha pelos méritos acadêmicos vindo, então, a ser convidado para cursar o Pós Graduação, nível de mestrado, na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. Concluído o curso de pós-graduação ingressei como professor titular na UDESC/ESAG atuando na área de Administração Financeira e Mercado de Capitais.

Profissional

Professor primário, secundário e universitário. Técnico em Desenvolvimento Econômico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), especialista em projetos de financiamentos e investimentos, executivo fundador do antigo CEAG/SC, hoje, SEBRAE, Consultor de atividades  empresariais. Presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis – ACIF entre 13/05/2005 a 13/05/2009 (4 anos com reeleição) e presidente do Conselheiro do Conselho Superior 2009/2011. Conselheiro do Sapiens Park, Conselheiro do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Conselheiro do Conselho Municipal do Saneamento Básico.

Pensamento Político

A história nos ensinou que o melhor caminho para as sociedades é o Liberalismo (Locke) representado por um  conjunto de princípios  baseados na defesa da propriedade privada, liberdade econômica (mercado livre),  liberdade política (vários partidos), liberdade religiosa, mínima participação do Estado na economia mas forte na aplicação da lei, igualdade dos cidadãos perante a lei, livre manifestação do pensamento e expressão.

Publicações

Inúmeros artigos publicados nos jornais de Florianópolis. Coordenou e escreveu os seguintes livros: Prefeitura Municipal de Florianópolis 2004; Novo Modelo Institucional Água e Saneamento, 2006, SC2010, projeto sobre Governo Estadual, 2007; Reforma Tributária Nacional 2008; PMF2012 Reforma Administrativa da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Bacias Hidrográficas de Florianópolis, 2008.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *