QUEIJO MINEIRO, LEIS E PROCONS

QUEIJO MINEIRO, LEIS E PROCONS

Amigos e amigas de Floripa

Houve um tempo que pagar IR era um raridade. Até que na década de 70 a Receita se aparelhou e passou a cobrar o imposto dos contribuintes. Havia isenções dos  altos escalões da Justiça, políticos,  professores, Igrejas não pagam até hoje. Usando a linha do tempo percebe-se o quanto o Brasil estava atrasado naqueles tempos.

Caminhamos no meio de um cipoal de leis algumas desde os tempos da monarquia.  Há registro mais ridículo do que exigir que os terrenos de marinha cumpram com a “linha imaginária” da preamar de 1831? Com equipamentos modernos e tecnologia de ponta  deveríamos abandonar o “entulho” monárquico e abraçar os tempos atuais. Ninguém sabe ao certo onde começa e termina a tal da preamar.

Dia desses o Ministro Blairo Maggi se queixava que no Ministério da Agricultura há leis pra tudo, via de regra,  não servem pra nada. Deu um exemplo – havia uma norma que obrigava o queijo mineiro a ter certas dimensões sob pena de multas. Ora, disse o ministro, deixem o mineirinho fazer o queijo do tamanho que quiser, nossa preocupação é com a qualidade. Disse que regras iguais a do queijo havia cancelado mais de 300.

No Brasil temos o mau hábito de “tutelar” tudo, achamos que o povo não é capaz de fazer escolhas. Na verdade são traços do Brasil Colônia transplantados para o presente. O Rei podia tudo, ensinava a todos, todos deveriam cumprir as suas regras.

Nada é mais sintomático do que o “direito do Consumidor” e pra isso ergueram uma estrutura gigantesca – os PROCONS, municipal, estadual e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) todos com o intuito de proteger o consumidor. Milhares ganham salários elevados para no fim e cabo, resultar em nada.

Na verdade é o velho hábito de tutelar a população, achá-la despreparada. Nasce daí eventos surrealistas onde muitos consumidores querem tirar vantagens, submetendo empresas a diferentes humilhações.

Nada é mais importante do que a lei da oferta e da procura. Se a empresa ofertar produtos de baixa qualidade o mercado se encarregará de fulminá-los junto do consumidor. Esta é uma lei antiga, vem desde os tempos dos finícios, mas ainda não foi revogada.

 

 


Dilvo Tirloni

Sou Administrador concluí meus estudos de ensino fundamental na cidade de Nova Trento. Os estudos de ensino Médio foram concluídos na cidade de Brusque, no Colégio São Luiz e Consul Carlos Renaux. Sou bacharel em  História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Simultaneamente, cursei Administração na Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG). Nesta escola fui contemplado com medalha pelos méritos acadêmicos vindo, então, a ser convidado para cursar o Pós Graduação, nível de mestrado, na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. Concluído o curso de pós-graduação ingressei como professor titular na UDESC/ESAG atuando na área de Administração Financeira e Mercado de Capitais.

Profissional

Professor primário, secundário e universitário. Técnico em Desenvolvimento Econômico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), especialista em projetos de financiamentos e investimentos, executivo fundador do antigo CEAG/SC, hoje, SEBRAE, Consultor de atividades  empresariais. Presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis – ACIF entre 13/05/2005 a 13/05/2009 (4 anos com reeleição) e presidente do Conselheiro do Conselho Superior 2009/2011. Conselheiro do Sapiens Park, Conselheiro do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Conselheiro do Conselho Municipal do Saneamento Básico.

Pensamento Político

A história nos ensinou que o melhor caminho para as sociedades é o Liberalismo (Locke) representado por um  conjunto de princípios  baseados na defesa da propriedade privada, liberdade econômica (mercado livre),  liberdade política (vários partidos), liberdade religiosa, mínima participação do Estado na economia mas forte na aplicação da lei, igualdade dos cidadãos perante a lei, livre manifestação do pensamento e expressão.

Publicações

Inúmeros artigos publicados nos jornais de Florianópolis. Coordenou e escreveu os seguintes livros: Prefeitura Municipal de Florianópolis 2004; Novo Modelo Institucional Água e Saneamento, 2006, SC2010, projeto sobre Governo Estadual, 2007; Reforma Tributária Nacional 2008; PMF2012 Reforma Administrativa da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Bacias Hidrográficas de Florianópolis, 2008.

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