PMF – PATRIMONIALISMO PREDADOR  

PMF – PATRIMONIALISMO PREDADOR  

Amigos e amigas de Floripa

Roberto Campos o maior de todos os economistas brasileiros, arrematava em suas palestras os três demônios econômicos que atravancavam o desenvolvimento nacional: nacionalismo exacerbado, o estatismo voluntarioso e o patrimonialismo predador. Hoje vou comentar este último justamente, em razão da greve que o SINTRASEN está promovendo na cidade.

O conceito vem de longe dos tempos imperiais onde o rei podia tudo, não havia distinção entre o público e o privado, tudo pertencia à coroa, o monarca gastava as rendas pessoais e as rendas obtidas pelo governo de forma indistinta. Com a chegada do republicanismo a partir da Revolução Francesa houve a separação do “público e do privado” pelo menos nos países em que há o respeito aos recursos recolhidos através dos impostos.

No Brasil os ideais republicanos chegaram 100 depois, em 1889, mas de lá até esta data o patrimonialismo vem sendo exercido de forma contundente, com novas “técnicas” de apropriação. É uma vergonha nacional, as oligarquias estaduais se assenhoraram do orçamento público, os ladrões (colarinho branco) de ocasião sempre estiveram atentos, haja vista, os processos do mensalão e do petróleo, formas sofisticadas de roubar dinheiro do povo.

Pedro II dizia que toda despesa inútil era um roubo da nação. Logo após a proclamação da República vários políticos criticaram o que se passava nos “corredores da nação”, muito roubo, pilhagens, contratações de parentes. Rui Barbosa em 1914 se disse envergonhado de ser honesto.

Leio nas folhas que o SINTRASEN deflagrou uma greve contra uma das medidas corretas adotadas pelo GEAN, a licitação de serviços de creches através de Organizações Sociais. O custo cai pela metade (de 15 mil por ano para 7,5 mil) e a qualidade dos serviços será melhor. Na opinião dos sindicalistas é uma medida contra o funcionalismo, serve aos interesses do capitalismo opressor. É tudo lorota, ficaram bravos porque sabem que o modelo vai dar certo, outros segmentos serão inseridos e a força “patrimonialista” dos sindicatos vai cair. A economia resultante é uma forma de combater o patrimonialismo instalado no Poder. O gestor público tem que fazer a opção pela prestação dos serviços mais em conta, fora disso está traindo as regras do artigo 37 da Constituição Federal e da lei da responsabilidade fiscal.

Tenho afirmado que o Brasil é socialista, é preciso afastar o Estado do gerenciamento dos serviços, tudo o que a iniciativa privada faz, o faz melhor e mais barato.

Ser contra estas ações saneadoras é perpetrar a desastrada filosofia que persiste nestes últimos 125 anos cujos resultados são estarrecedores – muita riqueza concentrada na mão de meia dúzia de apaniguados, entre eles, as corporações públicas que os Sindicatos dos funcionários, tanto defendem.


Dilvo Tirloni

Sou Administrador concluí meus estudos de ensino fundamental na cidade de Nova Trento. Os estudos de ensino Médio foram concluídos na cidade de Brusque, no Colégio São Luiz e Consul Carlos Renaux. Sou bacharel em  História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Simultaneamente, cursei Administração na Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG). Nesta escola fui contemplado com medalha pelos méritos acadêmicos vindo, então, a ser convidado para cursar o Pós Graduação, nível de mestrado, na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. Concluído o curso de pós-graduação ingressei como professor titular na UDESC/ESAG atuando na área de Administração Financeira e Mercado de Capitais.

Profissional

Professor primário, secundário e universitário. Técnico em Desenvolvimento Econômico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), especialista em projetos de financiamentos e investimentos, executivo fundador do antigo CEAG/SC, hoje, SEBRAE, Consultor de atividades  empresariais. Presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis – ACIF entre 13/05/2005 a 13/05/2009 (4 anos com reeleição) e presidente do Conselheiro do Conselho Superior 2009/2011. Conselheiro do Sapiens Park, Conselheiro do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Conselheiro do Conselho Municipal do Saneamento Básico.

Pensamento Político

A história nos ensinou que o melhor caminho para as sociedades é o Liberalismo (Locke) representado por um  conjunto de princípios  baseados na defesa da propriedade privada, liberdade econômica (mercado livre),  liberdade política (vários partidos), liberdade religiosa, mínima participação do Estado na economia mas forte na aplicação da lei, igualdade dos cidadãos perante a lei, livre manifestação do pensamento e expressão.

Publicações

Inúmeros artigos publicados nos jornais de Florianópolis. Coordenou e escreveu os seguintes livros: Prefeitura Municipal de Florianópolis 2004; Novo Modelo Institucional Água e Saneamento, 2006, SC2010, projeto sobre Governo Estadual, 2007; Reforma Tributária Nacional 2008; PMF2012 Reforma Administrativa da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Bacias Hidrográficas de Florianópolis, 2008.

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