PMF PRIVATIZAÇÃO DOS SERVIÇOS ATRAVÉS DE OS

PMF PRIVATIZAÇÃO DOS SERVIÇOS ATRAVÉS DE OS

Amigos e amigas de Floripa

Já em 1968, 50 anos atrás, a terceirização estava presente no BRDE. Neste tempo o Banco de Desenvolvimento, em si, uma novidade na área financeira, inovava na contratação de alguns serviços que não não estavam inseridos no seu objeto fim – copa, cozinha, segurança e vigilância. Acredito que nada tenha mudado. Havia de outro modo uma bem construída estrutura de cargos e salários para as “atividades meios e fins da organização”. Ninguém ascendia às duas carreiras – auxiliar administrativo e técnico em desenvolvimento senão por concurso público, muito concorridas em vista das boas remunerações que ofereciam. Do nível inicial “a” o funcionário poderia evoluir até o final de seu contrato de trabalho a outras letras, quase todo o alfabeto. O Banco sempre foi sinônimo de eficiência e modelo de gestão. Tudo continua igual e não se tem notícias de que a organização recepcione “forasteiros” amigos do Superintendente local ou dos Diretores na Administração Central.

Foi um milagre não terem destruído o modelo. Seguramente, dentre as organizações de Estado, O BRDE fulgura altaneiro no topo da pirâmide da competência, é exemplo a ser seguido.

Nossos gestores públicos via de regra aprendem “na dor” a praticar mudanças na gestão. É o caso da PMF que submetida a uma dieta franciscana de recursos, não vê outra possibilidade que não a licitação dos serviços para atendimento das creches municipais, para as OS (organização Social).  No primeiro momento serão licitadas 10 creches, com o êxito administrativo, poderão ser incluídas outras unidades no projeto além de outros segmentos.

Os “socialistas” incrustados em corporações sindicais já encontraram uma boa razão para manifestar contrariedade “é ataque contra o serviço público”. Não lhes ocorreu dizer que é um degrau rumo ao respeito com o dinheiro público.

A lei federal 13.019/2014 prevê este regime jurídico das parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil para atender finalidade de interesse público. A lei é um verdadeiro manual de gestão pública. Para os mais exaltados do movimento sindical vale ressaltar que as entidade privadas contratadas serão aquelas sem fins lucrativos que não distribuam lucros entre seus colaboradores e Diretoria. De sorte que pouco valem críticas que venham com conversas na direção do capitalismo opressor, “tirar o sangue do trabalhador” e outros temas relacionados.

O Prefeito revela os números da economia – uma criança sob os cuidados da OS custará aos cofres públicos 7,2 mil por aluno, hoje é de 15 mil. Tomando uma UPA/Saúde (Unidade de pronto atendimento) que custa atualmente 2 milhões, cairá para 1,2 milhões.

Há como se vê há o lado bom e o lado ruim das revelações. O lado ruim é ver tanto desperdício na gestão pública municipal (já revelei aqui que as economia globais poderiam ascender a pelo menos 30% ou seja de cada R$100, 30 são desperdícios) e o lado bom, finalmente, a gestão está se acordando para frear os prejuízos.

Esperemos que o projeto seja ampliado, mais do que isso, que o município faça uma grande REFORMA ADMISTRATIVA, crie apenas três carreiras – as de ordem administrativa, auxiliar técnico em gestão pública e técnico em gestão pública (exceto professores) de caráter permanente e adote em profusão as OS.

Uma luz na escuridão pode fazer muito.

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Provável economia Creches com melhoria dos serviços

7.500 inscritas 2018 X 7,200,00 = 54.500.000 1 ano ou 216.000.000,00 4 anos (ALGO PRÓXIMO A 600 POR MES)

Provavel Economia em UPAs com melhoria dos serviços

3 operando X 2.000.000 (-1.200.000) = 2.400.000 1 ano ou R$9.600.000 em 4 anos

Mas há pelo menos 50 postos de saúde que também podem ser inseridos.

Resumo: 226 milhões economizados em uma gestão


Dilvo Tirloni

Sou Administrador concluí meus estudos de ensino fundamental na cidade de Nova Trento. Os estudos de ensino Médio foram concluídos na cidade de Brusque, no Colégio São Luiz e Consul Carlos Renaux. Sou bacharel em  História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Simultaneamente, cursei Administração na Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG). Nesta escola fui contemplado com medalha pelos méritos acadêmicos vindo, então, a ser convidado para cursar o Pós Graduação, nível de mestrado, na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. Concluído o curso de pós-graduação ingressei como professor titular na UDESC/ESAG atuando na área de Administração Financeira e Mercado de Capitais.

Profissional

Professor primário, secundário e universitário. Técnico em Desenvolvimento Econômico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), especialista em projetos de financiamentos e investimentos, executivo fundador do antigo CEAG/SC, hoje, SEBRAE, Consultor de atividades  empresariais. Presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis – ACIF entre 13/05/2005 a 13/05/2009 (4 anos com reeleição) e presidente do Conselheiro do Conselho Superior 2009/2011. Conselheiro do Sapiens Park, Conselheiro do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Conselheiro do Conselho Municipal do Saneamento Básico.

Pensamento Político

A história nos ensinou que o melhor caminho para as sociedades é o Liberalismo (Locke) representado por um  conjunto de princípios  baseados na defesa da propriedade privada, liberdade econômica (mercado livre),  liberdade política (vários partidos), liberdade religiosa, mínima participação do Estado na economia mas forte na aplicação da lei, igualdade dos cidadãos perante a lei, livre manifestação do pensamento e expressão.

Publicações

Inúmeros artigos publicados nos jornais de Florianópolis. Coordenou e escreveu os seguintes livros: Prefeitura Municipal de Florianópolis 2004; Novo Modelo Institucional Água e Saneamento, 2006, SC2010, projeto sobre Governo Estadual, 2007; Reforma Tributária Nacional 2008; PMF2012 Reforma Administrativa da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Bacias Hidrográficas de Florianópolis, 2008.

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