DIARIOS DA PRESIDÊNCIA 100 PRIMEIROS DIAS

DIARIOS DA PRESIDÊNCIA 100 PRIMEIROS DIAS

Amigos e Amigas de Floripa

Estou lendo o livro “Diários da Presidência 1995/1996” um livro-assombro de mais de 900 páginas. Cheguei aos primeiros 100 dias do exercício da Presidência. Lendo os diários fico surpreso do Governo FHC ter dado certo, posto perceber as vaidades dos convidados e a forma como se conduzia o processo.

É surpreendente como FHC conduziu a montagem do governo e as dificuldades que encontrava a cada passo de uma indicação. Sempre imaginei que uma figura ilustre, senador, ex-ministro da Fazenda exitoso, que dispusesse de uma lista de homens importantes e abnegados dispostos a trabalhar pelo bem do Brasil. Alimentava a crença que FHC estivesse munido das convicções sobre as Privatizações e que as  Reformas estivessem  “na ponta da língua”.

Não foi assim. As vaidades eram enormes tanto na montagem do “gabinete” econômico, naquele momento crucial para o futuro do Brasil quanto para os demais ministérios. Foi uma dádiva divina (e até vamos concordar a paciência e determinação do FHC) tudo ter dado certo. Em vários momentos agiam como biruta de aeroporto.

Haviam enormes dúvidas sobre as Reformas e Privatização e isto intriga o leitor. Não sei se porque hoje tudo é mais ou menos óbvio mas à época, ate FHC guardava incertezas sobre o futuro dessas decisões. E não há mal maior do que tomar decisões sem convicções. FHC por exemplo, não queria a privatização da Vale do Rio Doce, tinha dúvidas sobre o Sistema de Telefonia um complexo de mais de 20 Cias. De ressaltar que FHC sempre teve um veio socialista. E o pior dos mundos na política é confrontar as ideias liberais com as socialistas.

Mas o que fica evidenciado é que o Brasil avançou pouco desde então. As dificuldades de se montar um Governo é a maldita estrutura empresarial patrimonialista do Estado Brasileiro. Cada Deputado e Senador se acha “proprietário” de um naco do poder, FHC, à época, tinha a Teleminas, a Telesp e tantas outras espalhadas pelo Brasil. Além delas, dezenas de outras empresas depois privatizadas, e as gigantes CEF, Banco do Brasil, Petrobrás entre outras.

Montar um Governo nestas condições fica difícil. Não são só os Ministérios e as autarquias que precisam ser distribuidas é todo um arcabouço de interesses que perduram até os dias atuais. FHC queria sempre o melhor mas esbarrava nos interesses do “coronel” político. Era uma dor de cabeça.

A conclusão que chego é que sem diminuir o atual Estado Patrimonialista Brasileiro composto por empresas com faturamento próprio (17 empresas só na área financeira, 21 só no âmbito da Eletrobrás, 39 sob controle da Petrobrás, 33 outras do SPE) 18 vinculadas ao Tesouro Nacional, portanto vivem de orçamento (trem bala, por ex.), 37 universidades Federais e 39 Ministérios, os problemas vão continuar.

 Uma das maiores obras de FHC foi vender ativos “improdutivos”, amealhou 80 bilhões de dólares e se livrou de uma parte do abacaxi – telefônicas, bancos estaduais, Vale, Embraer, entre outras, de uma estado pré-falimentar extraindo recursos do Tesouro passaram a pagar impostos inclusive o de Renda. Foi a maior obra de FHC.

Para consertar o Brasil devemos passar por um forte estímulo ao PND e reduzir o tamanho do Estado. Fora disso é cinismo de socialistas tupiniquins que não desejam o fortalecimento do País.


Dilvo Tirloni

Sou Administrador concluí meus estudos de ensino fundamental na cidade de Nova Trento. Os estudos de ensino Médio foram concluídos na cidade de Brusque, no Colégio São Luiz e Consul Carlos Renaux. Sou bacharel em  História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Simultaneamente, cursei Administração na Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG). Nesta escola fui contemplado com medalha pelos méritos acadêmicos vindo, então, a ser convidado para cursar o Pós Graduação, nível de mestrado, na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. Concluído o curso de pós-graduação ingressei como professor titular na UDESC/ESAG atuando na área de Administração Financeira e Mercado de Capitais.

Profissional

Professor primário, secundário e universitário. Técnico em Desenvolvimento Econômico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), especialista em projetos de financiamentos e investimentos, executivo fundador do antigo CEAG/SC, hoje, SEBRAE, Consultor de atividades  empresariais. Presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis – ACIF entre 13/05/2005 a 13/05/2009 (4 anos com reeleição) e presidente do Conselheiro do Conselho Superior 2009/2011. Conselheiro do Sapiens Park, Conselheiro do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Conselheiro do Conselho Municipal do Saneamento Básico.

Pensamento Político

A história nos ensinou que o melhor caminho para as sociedades é o Liberalismo (Locke) representado por um  conjunto de princípios  baseados na defesa da propriedade privada, liberdade econômica (mercado livre),  liberdade política (vários partidos), liberdade religiosa, mínima participação do Estado na economia mas forte na aplicação da lei, igualdade dos cidadãos perante a lei, livre manifestação do pensamento e expressão.

Publicações

Inúmeros artigos publicados nos jornais de Florianópolis. Coordenou e escreveu os seguintes livros: Prefeitura Municipal de Florianópolis 2004; Novo Modelo Institucional Água e Saneamento, 2006, SC2010, projeto sobre Governo Estadual, 2007; Reforma Tributária Nacional 2008; PMF2012 Reforma Administrativa da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Bacias Hidrográficas de Florianópolis, 2008.

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