CONFUSÕES IDEOLÓGICAS

CONFUSÕES IDEOLÓGICAS

Amigos e amigas de Floripa

Os filósofos iluministas, entre eles o pai do liberalismo, John Locke, defenderam um movimento cujos princípios  centrais se baseavam na razão, rejeitavam o absolutismo real, os dogmas da Igreja, o misticismo e para tanto criaram novos valores para o futuro da sociedade que eram basicamente, 3:

  • direito à vida,
  • direito às liberdades individuais e coletivas da população
  • direito à propriedade.

Pairando sobre estas premissas a necessidade de um ente superior para garanti-las – o Estado aplicador das leis.

Foi com base neste conjunto de valores que se fez a revolução francesa e o mundo conheceu um novo modelo de governar um País – a República, baseada nos postulados da democracia – o povo elegendo os seus dirigentes.

Ao abolir o feudalismo cuja economia se baseava no escambo (troca de mercadorias) surgiu o mercantilismo (trocas comerciais) e deste caminhamos rapidamente para o capitalismo que era e é uma forma moderna de comércio, a moeda como meio de troca, mas não foi e não é, um regime de governo.

Desde então estudiosos começaram a criar “modelos” para explicar este ou aquele governo e exceção ao socialismo, todas as explicações estão abrigadas debaixo do “guarda chuva” do liberalismo, cuja dosimetria pode estar mais à direita ou mais à esquerda do conjunto filosófico.

Muitos fazem uma confusão danada com estes conceitos. Por exemplo, bons intelectuais acham que a social democracia “é um modelo socialista mitigado”. Isto é impossível pela justa razão que o socialismo rejeita a propriedade privada base do livre comércio. Há conceituações miseráveis como “direita, extrema direita, centro” que nada significam.

Vamos deixar claro,  as liberdades civis, os direitos de propriedade, contratos e a democracia representativa só é possível no liberalismo.

Por isso mesmo os liberais nada tem contra as intervenções econômicas e sociais do Estado quando é para proteger direitos, contratos, promover o bem comum, fazer as reformas necessárias. Foi para isso que se construíram os poderes, a pluralidade partidária, as leis, os “contra pesos” sociais como os Ministérios Públicos, as Agências Reguladoras, os Procons. Nada disso é possível em regimes totalitários onde predomina o socialismo.

Os liberais reconhecem que ao Estado compete  agir para uma educação eficiente, um sistema de saúde competente, uma  justiça e segurança que funcione e, uma infra estrutura que atenda aos interesses do sistema econômico e social.

Vale afirmar que os partidos liberais existem para proteger o cidadão e na raiz da doutrina não defendem nem um Estado enxuto nem um Estado balofo, e sim um Estado eficiente. O que acontece é que os partidos brasileiros precisam avançar, abraçar métodos de gestão competente para cumprir com seus objetivos – melhorar as condições do povo brasileiro.


Dilvo Tirloni

Sou Administrador concluí meus estudos de ensino fundamental na cidade de Nova Trento. Os estudos de ensino Médio foram concluídos na cidade de Brusque, no Colégio São Luiz e Consul Carlos Renaux. Sou bacharel em  História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Simultaneamente, cursei Administração na Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG). Nesta escola fui contemplado com medalha pelos méritos acadêmicos vindo, então, a ser convidado para cursar o Pós Graduação, nível de mestrado, na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. Concluído o curso de pós-graduação ingressei como professor titular na UDESC/ESAG atuando na área de Administração Financeira e Mercado de Capitais.

Profissional

Professor primário, secundário e universitário. Técnico em Desenvolvimento Econômico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), especialista em projetos de financiamentos e investimentos, executivo fundador do antigo CEAG/SC, hoje, SEBRAE, Consultor de atividades  empresariais. Presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis – ACIF entre 13/05/2005 a 13/05/2009 (4 anos com reeleição) e presidente do Conselheiro do Conselho Superior 2009/2011. Conselheiro do Sapiens Park, Conselheiro do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Conselheiro do Conselho Municipal do Saneamento Básico.

Pensamento Político

A história nos ensinou que o melhor caminho para as sociedades é o Liberalismo (Locke) representado por um  conjunto de princípios  baseados na defesa da propriedade privada, liberdade econômica (mercado livre),  liberdade política (vários partidos), liberdade religiosa, mínima participação do Estado na economia mas forte na aplicação da lei, igualdade dos cidadãos perante a lei, livre manifestação do pensamento e expressão.

Publicações

Inúmeros artigos publicados nos jornais de Florianópolis. Coordenou e escreveu os seguintes livros: Prefeitura Municipal de Florianópolis 2004; Novo Modelo Institucional Água e Saneamento, 2006, SC2010, projeto sobre Governo Estadual, 2007; Reforma Tributária Nacional 2008; PMF2012 Reforma Administrativa da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Bacias Hidrográficas de Florianópolis, 2008.

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