ABUTRES – APROPRIAÇÃO DA RIQUEZA NACIONAL

ABUTRES – APROPRIAÇÃO DA RIQUEZA NACIONAL

Amigos e amigas de Floripa

O grupo 1% mais rico da população brasileira tinha um rendimento médio (de todos os trabalhos) de R$ 27.085 mensais em 2016, ou 36,3 vezes acima do que recebia a metade mais pobre da população naquele ano (R$ 747). Esse grupo mais rico da população era integrado por 889 mil pessoas, ao passo que a metade com menor rendimento era formada por 44,4 m Este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link http://www.valor.com.br/brasil/5211495/ibge-1-mais-ricos-ganham-36-vezes-renda-media-de-metade-da-populacao ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos, artes e vídeos do Valor estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do jornal em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do Valor (falecom@valor.com.br). Essas regras têm como objetivo proteger o investimento que o Valor faz na qualidade de seu jornalismo.
O grupo 1% mais rico da população brasileira tinha um rendimento médio (de todos os trabalhos) de R$ 27.085 mensais em 2016, ou 36,3 vezes acima do que recebia a metade mais pobre da população naquele ano (R$ 747). Esse grupo mais rico da população era integrado por 889 mil pessoas, ao passo que a metade com menor rendimento era formada por 44,4 milhões.

 

Numa destas madrugadas de insônia, ouvia um debate com especialistas sobre as razões da pobreza nacional. Entre vários países do mundo ocupamos a desonrosa 10o posição da má distribuição da renda.

A mediadora da CBN indagou porque isto é assim.

De pronto o presidente do Conselho de Economia do Rio, argumentou que tudo tinha origem na péssima  estrutura do Sistema Tributário Nacional, um perverso modelo que tributa demais os pobres e não alcança os ricos. Deu suas razões de que se tributa muito o consumo e pouco as rendas das pessoas endinheiradas.

E cheio de razão disse que 05  bilionários brasileiros têm um patrimônio equivalente ao que tem 100 milhões de brasileiros mais pobres da população do país conforme relatório da ONG britânica Oxfam. O estudo mostra que, em 2017, o país ganhou mais 12 bilionários – agora, são 43. Suas fortunas somadas alcançam R$ 549 bilhões.

É claro que com números deste tamanho e desde que se queira ser parcial pode-se desancar o pau e, aparentemente, o debatedor estará sempre certo. Mas a realidade é diferente do querer criticar o que dá certo, para denunciar o que dá errado. O que o economista fez foi um discurso desonesto ou por interesses ideológicos ou por puro desconhecimento.

A primeira constatação é que o Brasil tributa muito e de forma equivocada, abrange a todos. Só sobre as notas fiscais (consumo) são 5 tipos de tributos variando de 10 a 80%; na energia elétrica, são 33%, na conta do telefone, mais 33%, na gasolina 50%, nos automóveis 50%,  de tal sorte que tudo somado chegamos ao final com uma carga tributária de aproximadamente 35% do PIB. No IR ninguém escapa se ganhar mais de R$1.980,00, no patrimônio,  IPTU, o IPVA e na transferência da herança ou venda de imóveis mais tributos. De sorte que o sistema não perdoa nem os ricos nem pobres.

A explicação não pode ser buscada no lado mais claro do “eclipse” e sim no seu lado escuro que poucos têm acesso – onde a dinheirama e aplicada. É neste mundo escuro das despesas que nasce a pobreza do País. É como se numa família os pais favorecem alguns filhos em detrimento de outros. Os Governos – nos três níveis, municipal, estadual e federal – desde os tempos da monarquia, tem predileção especial não para os pobres, e sim para os ricos.

A Receita Nacional é apropriada pelo conjunto dos órgãos que fazem parte do Orçamento Nacional.  As estruturas orgânicas são inchadas, obesas, muitas inúteis. O dinheiro que deveria ir para as escolas, saúde e segurança, infraestrutura são diluídas nestas organizações improdutivas que feito parasitas se nutrem da árvore dos impostos pagos pela população.

Lá está inserido que mais de 50% das receitas são apropriadas pelos grupos do funcionalismo público, pelos crescentes déficits públicos da Previdência cuja causa maior é a desigualdade das aposentadorias ( nos municípios e Estados) e fruto disso, da crescente dívida pública que por sua vez, paga cada vez mais juros.

Há tanto desperdício que projetam-se economias de 30% ou mais, dos orçamentos públicos brasileiros, algo como 500 a 600 bilhões de reais, caso houvesse interesse em aplicar uma “engenharia de valor” nestas estruturas organizacionais.

Sem prejuízo de uma reforma tributária (defendo mais tributos compulsórios e menos declaratórios) o Brasil precisa primeiro examinar o lado escuro do eclipse, criar organogramas padrões no Governo Federal, que se comuniquem com o Estadual e deste com os municípios de tal sorte a manter um estado nem balofo nem enxuto, mas eficiente.

Para isso é preciso avançar nos comportamentos políticos individualizados, nos partidos representativos do poder e, sobretudo, que nossos “contrapesos” como os operadores da justiça  com base na lei, punam os corruptos de toda espécie.

 


Dilvo Tirloni

Sou Administrador concluí meus estudos de ensino fundamental na cidade de Nova Trento. Os estudos de ensino Médio foram concluídos na cidade de Brusque, no Colégio São Luiz e Consul Carlos Renaux. Sou bacharel em  História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Simultaneamente, cursei Administração na Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG). Nesta escola fui contemplado com medalha pelos méritos acadêmicos vindo, então, a ser convidado para cursar o Pós Graduação, nível de mestrado, na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. Concluído o curso de pós-graduação ingressei como professor titular na UDESC/ESAG atuando na área de Administração Financeira e Mercado de Capitais.

Profissional

Professor primário, secundário e universitário. Técnico em Desenvolvimento Econômico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), especialista em projetos de financiamentos e investimentos, executivo fundador do antigo CEAG/SC, hoje, SEBRAE, Consultor de atividades  empresariais. Presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis – ACIF entre 13/05/2005 a 13/05/2009 (4 anos com reeleição) e presidente do Conselheiro do Conselho Superior 2009/2011. Conselheiro do Sapiens Park, Conselheiro do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Conselheiro do Conselho Municipal do Saneamento Básico.

Pensamento Político

A história nos ensinou que o melhor caminho para as sociedades é o Liberalismo (Locke) representado por um  conjunto de princípios  baseados na defesa da propriedade privada, liberdade econômica (mercado livre),  liberdade política (vários partidos), liberdade religiosa, mínima participação do Estado na economia mas forte na aplicação da lei, igualdade dos cidadãos perante a lei, livre manifestação do pensamento e expressão.

Publicações

Inúmeros artigos publicados nos jornais de Florianópolis. Coordenou e escreveu os seguintes livros: Prefeitura Municipal de Florianópolis 2004; Novo Modelo Institucional Água e Saneamento, 2006, SC2010, projeto sobre Governo Estadual, 2007; Reforma Tributária Nacional 2008; PMF2012 Reforma Administrativa da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Bacias Hidrográficas de Florianópolis, 2008.

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