A MONARQUIA NÃO ACABOU – AGORA É PIOR

A MONARQUIA NÃO ACABOU – AGORA É PIOR

Amigos e amigas de Floripa

Nos tempos imperiais o rei mandava, a Côrte acolitava e o povo obedecia. Os ventos democráticos vindos da França com a queda da Bastilha, uma antiga prisão que os monarcas usavam para prender seus desafetos, espalhou-se por toda a Europa, chegou até a Russia, e as monarquias começaram a desmoronar.

Bastilha caiu em 14/07/1789 (dia nacional na França) e aqui a Republica chegou 100 anos depois. No tempo do Império tudo era centralizado no rei. Esperava-se que a “República” adotasse práticas descentralizadoras, (UMA VERDADEIRA FEDERAÇÃO)  notadamente, dos recursos recolhidos dos tributos, que as benesses também acabassem mas foi tudo em vão.

A cultura do patrimonialismo (forma de se enriquecer no poder) não foi abandonada, os republicanos faziam o que o monarca fazia “venha a nós as vossas riquezas”.

Rui Barbosa no começo do século passado em brilhante discurso afirmou “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

Pois bem, tudo continua como dantes no quartel dos Abrantes. Nunca se roubou tanto, se praticou tanto o patrimonialismo como nos dias atuais. Viramos uma republiqueta, um antro de ladrões, o povo impotente assiste, não entende estas gastanças contando com  Tribunais de Conta, Tribunais Judiciários, Ministérios Públicos.

Agora que a crise se abateu sobre o Brasil, prefeitos, governadores, e até quem é responsável pelo desastre, diz que o dinheiro acabou. Todos estão quebrados. Mas em vez de cortar gastos, REDUZIR AS BENESSES,  querem mais impostos. No tempo do império, Tiradentes foi esquartejado por combater o quinto (20% de todo o ouro produzido no Brasil) que o glutão Governo português desejava para manter o seu fausto. Hoje já atingimos 40% do PIB e querem mais.

A centralidade dos recursos no Governo Federal é um escândalo, 70% de tudo o que é arrecadado vai para Brasilia. A crise vai ter o seu lado positivo, todas as Prefeituras e Estados estão “quebrados”, estão atrasando fornecedores, salários, o dinheiro acabou. Segundo afirmam todos vão a Brasilia mendigar, de pires na mão. Ninguém vive em Brasilia, todos buscam educação, saúde e segurança no município. Só que na hora de todos tomarem uma posição a favor de um “PACTO FEDERATIVO” preferem acolitar a D. Dilma como se fazia na Côrte portuguesa.

A solução passa pelo governador, Prefeitos,  pelos nossos Deputados federais, Estaduais, os senadores, vereadores que se reúnam em espaço democrático onde todos possam participar e QUE se crie uma Agenda Política, ( “Pacto Federativo, Acordo, Convenção, Tratado, Dialogo”) e passem a falar de forma enérgica a favor de mudanças. Depois busquem novas adesões em outros Estados. Deixem de “puxar o saco” do Governo Federal. O rei pode muito mas não é mais soberano, esta nu. Estamos em 2016, o mundo mudou, os regimes mudaram, é preciso nos espelhar nos modelos anglo-saxônicos da Austrália, Canadá, Inglaterra, Estados Unidos, Nova Zelândia, entre outros. Lá o dinheiro dos contribuintes é mais bem gerenciado do que os recursos dos próprios contribuintes.


Dilvo Tirloni

Sou Administrador concluí meus estudos de ensino fundamental na cidade de Nova Trento. Os estudos de ensino Médio foram concluídos na cidade de Brusque, no Colégio São Luiz e Consul Carlos Renaux. Sou bacharel em  História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Simultaneamente, cursei Administração na Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG). Nesta escola fui contemplado com medalha pelos méritos acadêmicos vindo, então, a ser convidado para cursar o Pós Graduação, nível de mestrado, na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. Concluído o curso de pós-graduação ingressei como professor titular na UDESC/ESAG atuando na área de Administração Financeira e Mercado de Capitais.

Profissional

Professor primário, secundário e universitário. Técnico em Desenvolvimento Econômico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), especialista em projetos de financiamentos e investimentos, executivo fundador do antigo CEAG/SC, hoje, SEBRAE, Consultor de atividades  empresariais. Presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis – ACIF entre 13/05/2005 a 13/05/2009 (4 anos com reeleição) e presidente do Conselheiro do Conselho Superior 2009/2011. Conselheiro do Sapiens Park, Conselheiro do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Conselheiro do Conselho Municipal do Saneamento Básico.

Pensamento Político

A história nos ensinou que o melhor caminho para as sociedades é o Liberalismo (Locke) representado por um  conjunto de princípios  baseados na defesa da propriedade privada, liberdade econômica (mercado livre),  liberdade política (vários partidos), liberdade religiosa, mínima participação do Estado na economia mas forte na aplicação da lei, igualdade dos cidadãos perante a lei, livre manifestação do pensamento e expressão.

Publicações

Inúmeros artigos publicados nos jornais de Florianópolis. Coordenou e escreveu os seguintes livros: Prefeitura Municipal de Florianópolis 2004; Novo Modelo Institucional Água e Saneamento, 2006, SC2010, projeto sobre Governo Estadual, 2007; Reforma Tributária Nacional 2008; PMF2012 Reforma Administrativa da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Bacias Hidrográficas de Florianópolis, 2008.

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