MOVIMENTO FLORIPA SUSTENTÁVEL COMCAP RECEITAS

MOVIMENTO FLORIPA SUSTENTÁVEL COMCAP RECEITAS

Amigos e amigas de Floripa

Os números da COMCAP são pavorosos. O quadro financeiro é tão dramático que por não ter recursos disponíveis para investimentos se pratica o canibalismo mecânico – uma máquina mais desgastada serve suas peças para manter outra em funcionamento.

Recentemente, a “Autarquia” obteve o Certificado de Regularidade junto do INSS o que permitiu fazer uma licitação de 20 caminhões novos que deverão chegar até o final do ano. Esta ação vai permitir dar um fôlego à organização e impedir as constantes sustações de rotas por ausência de equipamentos. Mas os problemas vão continuar.

O fato de ser transformada em Autarquia não mudou nada na gestão, tudo continua “como dantes no quartel dos Abrantes”. E vamos reconhecer não se trata de incompetência da atual gestão – Diretoria e Conselho – é fruto de equívocos acumulados durante anos, não há “CEO” que dê jeito nesta situação. Cabe, entretanto, aos atuais dirigentes a missão elevada de expor ao Prefeito o quadro perverso da Autarquia e encaminhar soluções a fim de estancar os prejuízos.

Em 2016 as Receitas da Empresa foram de 126,00 milhões dos quais 123,0 vieram dos cofres da Prefeitura. Estima-se que 40 milhões foram decorrentes de TCRS, a taxa do lixo. Segundo se informa há pelo menos 150 mil imóveis cujas receitas totais podem gerar até 60 milhões sem inadimplência dentro das atuais taxas. E com 60 milhões resolvemos com sobras a solução da coleta urbana.

As despesas, todavia, extrapolaram e muito as receitas gerando um prejuízo de 57 milhões. Ou seja,  a população através dos impostos é que arca com a diferença. O bolo acumulado dos prejuízos já soma 281 milhões e o Patrimônio Negativo é de 248 milhões. Para aqueles que não estão familiarizados com esta linguagem vamos dar uma simplificada – se a COMCAP resolvesse vender tudo o que tem, terrenos, máquinas, caminhões, ainda assim ficaria devendo 248 milhões. Por isso que sua privatização é impossível. Qual investidor iria comprar uma Empresa que não vale absolutamente nada?

Mas é possível privatizar os serviços, como fez São José, Biguaçú, Criciúma, Joinville, cujos serviços são eficientes com custo médio de R$100,00 por tonelada recolhida. Mesmo com a geografia acidentada seria possível cobrar o dobro, e neste caso, com 40 milhões se resolveria o descarte do lixo (203.000t X 200).  De se perguntar onde vão os outros 216 milhões da COMCAP já que a previsão orçamentária de 2017 é 256 milhões.

Esta forma insuportável de gastar os recursos públicos deveria merecer por parte da população (e do MPE) enérgico protesto, mas por desconhecimento, a maioria acha tudo isso normal.

 

 

 

 


Dilvo Tirloni

Sou Administrador concluí meus estudos de ensino fundamental na cidade de Nova Trento. Os estudos de ensino Médio foram concluídos na cidade de Brusque, no Colégio São Luiz e Consul Carlos Renaux. Sou bacharel em  História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Simultaneamente, cursei Administração na Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG). Nesta escola fui contemplado com medalha pelos méritos acadêmicos vindo, então, a ser convidado para cursar o Pós Graduação, nível de mestrado, na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. Concluído o curso de pós-graduação ingressei como professor titular na UDESC/ESAG atuando na área de Administração Financeira e Mercado de Capitais.

Profissional

Professor primário, secundário e universitário. Técnico em Desenvolvimento Econômico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), especialista em projetos de financiamentos e investimentos, executivo fundador do antigo CEAG/SC, hoje, SEBRAE, Consultor de atividades  empresariais. Presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis – ACIF entre 13/05/2005 a 13/05/2009 (4 anos com reeleição) e presidente do Conselheiro do Conselho Superior 2009/2011. Conselheiro do Sapiens Park, Conselheiro do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Conselheiro do Conselho Municipal do Saneamento Básico.

Pensamento Político

A história nos ensinou que o melhor caminho para as sociedades é o Liberalismo (Locke) representado por um  conjunto de princípios  baseados na defesa da propriedade privada, liberdade econômica (mercado livre),  liberdade política (vários partidos), liberdade religiosa, mínima participação do Estado na economia mas forte na aplicação da lei, igualdade dos cidadãos perante a lei, livre manifestação do pensamento e expressão.

Publicações

Inúmeros artigos publicados nos jornais de Florianópolis. Coordenou e escreveu os seguintes livros: Prefeitura Municipal de Florianópolis 2004; Novo Modelo Institucional Água e Saneamento, 2006, SC2010, projeto sobre Governo Estadual, 2007; Reforma Tributária Nacional 2008; PMF2012 Reforma Administrativa da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Bacias Hidrográficas de Florianópolis, 2008.

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