COMCAP – LIXO EM ENERGIA

COMCAP – LIXO EM ENERGIA

Amigos e Amigas de Floripa

O Prefeito Gean encaminhou à Câmara de Vereadores projeto de lei que transforma a COMCAP em “Autarquia”. É um assombro administrativo só possível em “terras brasilis”.  O que se esconde por trás desta desastrada medida é transformar todos os quase 2000 funcionários que são celetistas em “funcionários públicos”.

Hoje a COMCAP é uma empresa de capital misto sob comando da Prefeitura destinada precipuamente, a explorar os serviços de resíduos sólidos segundo a lei 12.305/10.

Foi fundada há 44 anos, prestou relevantes serviços à cidade, opera com aproximadamente, 1820 empregados (2015), recolheu 202.000 toneladas de lixo (2015) nas diferentes modalidades, conta com Patrimônio negativo de mais de 190,7 milhões (esta insolvente, portanto) e seus equipamentos, caminhões, caçambas, máquinas diversas, apresentam-se em estado deplorável. Praticam o canibalismo mecânico. Não tem dinheiro para efetuar novos investimentos.

Há passivos ocultos desconhecidos que não são registrados em Balanço e a dívida com a Previdência é assustadora, quase 250 milhões.

A maioria dos municípios brasileiros adotou a terceirização para recolher o lixo cujo custo médio por tonelada varia entre R$80 a R$100 reais. Joinville com 100 mil moradores a mais do que Floripa gasta em torno de 100 milhões por ano, terceirização emprega 300 colaboradores.

O Orçamento da COMCAP para 2017 é de 256 milhões (mais do que o IPTU) para transportar 220 mil toneladas, com custo estimado de R$1.163, de 11 a 14 vezes mais, dinheiro que é subtraído das creches, escolas e saúde.

Há boas soluções a primeira delas é estancar o duto do desperdício, simplesmente, fechando a Empresa mediante certos cuidados para preservar os funcionários quer através de um PDI, absorção pela Empresa Terceirizada ou absorção na estrutura da Prefeitura.

Além destas medidas cabe a construção de usina elétrica de caráter metropolitano com tecnologia de ponta  e investimentos de até 50 milhões para construir uma unidade geradora de energia para até 5 mil famílias  sem necessidade de grandes espaços  para encaminhar as cinzas.

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Em 10 de julho de 2017 a COMCAP publicou uma nota nos jornais apresentando os argumentos para torná-la uma Autarquia Municipal.

  1. Entre 2013 e 2016 a COMCAP deixou de pagar parcelas correntes da Previdência e perdeu o REFIS contratado em 2000. Por conta disso a dívida é de 220 milhões .
  2. Segundo a Empresa se a dívida não for paga ela não tem como pagar a conta. As vantagens financeiras são as que se seguem:
REGIME ATUAL REFINANCIAMENTO

40 MILHÕES EM 6 VEZES

Parcelas de 811 mil por mês

50% desconto em juros

REGIME AUTARQUIA

3,7 milhões X 6 vezes

790 mil

80% desconto em juros

  1. Direitos dos trabalhadores serão mantidos
  2. Vantagens da Autarquia

Acaba com o risco de venda, extinção ou privatização

Menores custos operacionais e melhores serviços prestados

Chances de saneamento financeiro e de novos investimentos

Acaba o risco do patrimônio da COMCAP (imóveis e frota) ser executado em leilão

Custo menores no Refis de 20 milhões

Economia de 15 milhões ao ano com tributos.

Nenhum destes argumentos se sustentam, tecnicamente. A dívida continua existindo.Pela informação de que fará novos investimentos, vai aumentar. Os 1800 empregados continuam os mesmos. Nada muda. Esta não é solução.


Dilvo Tirloni

Sou Administrador concluí meus estudos de ensino fundamental na cidade de Nova Trento. Os estudos de ensino Médio foram concluídos na cidade de Brusque, no Colégio São Luiz e Consul Carlos Renaux. Sou bacharel em  História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Simultaneamente, cursei Administração na Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG). Nesta escola fui contemplado com medalha pelos méritos acadêmicos vindo, então, a ser convidado para cursar o Pós Graduação, nível de mestrado, na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. Concluído o curso de pós-graduação ingressei como professor titular na UDESC/ESAG atuando na área de Administração Financeira e Mercado de Capitais.

Profissional

Professor primário, secundário e universitário. Técnico em Desenvolvimento Econômico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), especialista em projetos de financiamentos e investimentos, executivo fundador do antigo CEAG/SC, hoje, SEBRAE, Consultor de atividades  empresariais. Presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis – ACIF entre 13/05/2005 a 13/05/2009 (4 anos com reeleição) e presidente do Conselheiro do Conselho Superior 2009/2011. Conselheiro do Sapiens Park, Conselheiro do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Conselheiro do Conselho Municipal do Saneamento Básico.

Pensamento Político

A história nos ensinou que o melhor caminho para as sociedades é o Liberalismo (Locke) representado por um  conjunto de princípios  baseados na defesa da propriedade privada, liberdade econômica (mercado livre),  liberdade política (vários partidos), liberdade religiosa, mínima participação do Estado na economia mas forte na aplicação da lei, igualdade dos cidadãos perante a lei, livre manifestação do pensamento e expressão.

Publicações

Inúmeros artigos publicados nos jornais de Florianópolis. Coordenou e escreveu os seguintes livros: Prefeitura Municipal de Florianópolis 2004; Novo Modelo Institucional Água e Saneamento, 2006, SC2010, projeto sobre Governo Estadual, 2007; Reforma Tributária Nacional 2008; PMF2012 Reforma Administrativa da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Bacias Hidrográficas de Florianópolis, 2008.

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