PLANO DIRETOR ZONAS DE EXPANSÃO URBANA

PLANO DIRETOR ZONAS DE EXPANSÃO URBANA

Entre Mares do Campeche, 50 km2, pode abrigar até 300 mil pessoas.
Entre Mares do Campeche, 50 km2, pode abrigar até 300 mil pessoas.

O município de Florianópolis é um grande complexo urbano formado por um distrito sede que se divide em dois, a parte insular e a parte continental e mais 11 distritos espalhados pelo interior da Ilha.

O Distrito Sede totalmente urbanizado para fins do Regime Urbanístico pode ser considerado zona urbana consolidada enquanto os demais distritos, se situam dentro da Zona de Expansão Urbana.

Vale observar que os “centros urbanos” destes distritos tem razoável nível de urbanização com vários serviços públicos entre eles saneamento básico, apesar da sua precariedade operacional. Mesmo assim, pela sua dimensão, todos estes distritos pertencem à zona de expansão.

Tenho defendido que seja afastado o “microzoneamento” do Plano Diretor, deveria ter só o chamado Macrozoneamento. Do jeito que foi apresentado o PD é confuso.

Antes vale ressaltar os princípios consagrados durante muitos anos e atualmente contestados, quando se refere ao “fatiamento” do zoneamento. Le Corbusier em memorável congresso de Arquitetos em 1931 em Atenas consagrou a fórmula de que as cidades deveriam ser “funcionais”, contemplar espaços para os diferentes interesses, segregando o lazer, os serviços, as moradias, as indústrias.  Desde então os urbanistas vem inserindo as mais esdruxulas divisões e o nosso PD não escapa destes conselhos. Estes conceitos dado o avanço da modernidade estão superados.

Atualmente os debates caminham para a integração entre serviços e moradia de tal sorte a que as cidades “tenham vida” 24 horas e não as elitistas “Áreas Residenciais Exclusivas” em que para ir a uma padaria há que usar o automóvel. Em outras palavras a cidade “funcional” cedeu espaço “à cidade fragmentada”.

O macro zoneamento permite áreas de livre uso previstos em lei cabendo à iniciativa privada ou poder público implantar o projeto que lhes conviesse dentro dos limites da lei tudo limitado segundo o Código Florestal. As construções permitidas poderiam ser de até 12 pavimentos guardadas os afastamentos que a lei determinar.  O hoteleiro poderia escolher onde implantar o seu hotel e não o local determinado pelo burocrata. O território seria então um grande espaço urbano podendo recepcionar o comércio, serviços e moradias, tudo junto. Os usos perigosos seriam tratados de acordo com a legislação especifica. É insuportável ver construções de 6 pavimentos em Jurere Internacional e 4 em Canasvieiras. Não há nenhuma justificativa para isso.


Dilvo Tirloni

Sou Administrador concluí meus estudos de ensino fundamental na cidade de Nova Trento. Os estudos de ensino Médio foram concluídos na cidade de Brusque, no Colégio São Luiz e Consul Carlos Renaux. Sou bacharel em  História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Simultaneamente, cursei Administração na Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG). Nesta escola fui contemplado com medalha pelos méritos acadêmicos vindo, então, a ser convidado para cursar o Pós Graduação, nível de mestrado, na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. Concluído o curso de pós-graduação ingressei como professor titular na UDESC/ESAG atuando na área de Administração Financeira e Mercado de Capitais.

Profissional

Professor primário, secundário e universitário. Técnico em Desenvolvimento Econômico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), especialista em projetos de financiamentos e investimentos, executivo fundador do antigo CEAG/SC, hoje, SEBRAE, Consultor de atividades  empresariais. Presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis – ACIF entre 13/05/2005 a 13/05/2009 (4 anos com reeleição) e presidente do Conselheiro do Conselho Superior 2009/2011. Conselheiro do Sapiens Park, Conselheiro do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Conselheiro do Conselho Municipal do Saneamento Básico.

Pensamento Político

A história nos ensinou que o melhor caminho para as sociedades é o Liberalismo (Locke) representado por um  conjunto de princípios  baseados na defesa da propriedade privada, liberdade econômica (mercado livre),  liberdade política (vários partidos), liberdade religiosa, mínima participação do Estado na economia mas forte na aplicação da lei, igualdade dos cidadãos perante a lei, livre manifestação do pensamento e expressão.

Publicações

Inúmeros artigos publicados nos jornais de Florianópolis. Coordenou e escreveu os seguintes livros: Prefeitura Municipal de Florianópolis 2004; Novo Modelo Institucional Água e Saneamento, 2006, SC2010, projeto sobre Governo Estadual, 2007; Reforma Tributária Nacional 2008; PMF2012 Reforma Administrativa da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Bacias Hidrográficas de Florianópolis, 2008.

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