PDF “A CIDADE É NOSSA… O ATRASO E A CORRUPÇÃO TAMBÉM”

PDF “A CIDADE É NOSSA… O ATRASO E A CORRUPÇÃO TAMBÉM”

Amigos e amigas de Floripa

Lembro-me quando o PDF (Plano Diretor Frankstein) foi lançado em 2006, com muita pompa, muita divulgação e pouco, muito pouco conhecimento quer do IPUF que comandava as operações como, igualmente, do Grupo Gestor, um amontoado de representantes da sociedade civil, maioria ignorantes sobre suas funções que iriam desempenhar. Deveriam ter tido um curso para uniformizar os conceitos de zoneamento, uso e ocupação do solo, mas ao contrário, tudo foi olvidado.

Para piorar as coisas o IPUF resolveu “democratizar” o PDF, fez realizar centenas de reuniões pelos Distritos da cidade, via de regra nos Centros Comunitários cujas reuniões eram bastante concorridas posto que as pessoas procuravam resolver suas demandas sociais, a vaga na creche, na escola, o posto de saúde, “a cachorrada que não dava sossego quando uma cadela se encontrava no cio”, o fim dos cães vadios pelas ruas. Pouco se falava em ocupação do solo.

Ninguém sabia ao certo o que era um PD resultando então no PDF. Vale ressaltar que nesta época (2006) o Código Florestal ainda não havia sido aprovado decisão que ocorreu em 2012. Havia muito desconhecimento sobre o meio ambiente, os “ambientalistas” locais se aproveitaram desta ignorância impondo seus pontos de vista que eram naturalmente “proteger a Ilha a qualquer custo”.

Os espertos socialistas se juntaram aos ambientalistas e juntos cooptaram os líderes comunitários mostrando a eles as “deficiências do capitalismo opressor”, que suas localidades seriam destruídas, poluídas, que o trânsito viraria um inferno, era preciso agir, não permitir um quadro de degradação ambiental. Em algumas reuniões, os defensores dos investimentos sadios, mediante os devidos licenciamentos, eram condenados às vaias, a ponto de se afastarem para não dar legitimidade a um processo contaminado pelo “socialismo de botequim”. Nesta ocasiões ouvia-se a frase “o distrito é nosso e ninguém tasca, moramos aqui há mais de 20 anos, não serão forasteiros que irão construir edifícios com mais de 2 andares”. No final foi isso mesmo que prevaleceu. A Ilha, pelo menos, está condenada ao fracasso construtivo.

De ressaltar que os cooptados estavam rigorosamente, dando um “tiro no pé” referente as suas reservas de valor, os terrenos. Quanto menos crescimento econômico, quanto mais limitações construtivas, menor o valor dos imóveis centenários. Em vez de fazer a riqueza imaginada pelos pais e avós, preferiram a socialização da pobreza. Incrível que seja assim.

Agora que o PDF foi aprovado com 522 artigos há nas prateleiras do burocrata cláusulas para todos os gostos – pode-se negar ou aprovar um projeto dependendo das circunstâncias. Nestes ambientes de dúvidas a “gorjeta” do interessado passa a funcionar. Infelizmente, quando a lei é malfeita, tudo pode acontecer inclusive a corrupção.

É preciso que o atual Conselho da Cidade junto com a Câmara de Vereadores proponham um expurgo geral e irrestrito do entulho que foi aprovado. No Meio Ambiente deve prevalecer tão somente o Código Florestal e o que ele não proíbe a população pode ocupar.

 

 

 


Dilvo Tirloni

Sou Administrador concluí meus estudos de ensino fundamental na cidade de Nova Trento. Os estudos de ensino Médio foram concluídos na cidade de Brusque, no Colégio São Luiz e Consul Carlos Renaux. Sou bacharel em  História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Simultaneamente, cursei Administração na Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG). Nesta escola fui contemplado com medalha pelos méritos acadêmicos vindo, então, a ser convidado para cursar o Pós Graduação, nível de mestrado, na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. Concluído o curso de pós-graduação ingressei como professor titular na UDESC/ESAG atuando na área de Administração Financeira e Mercado de Capitais.

Profissional

Professor primário, secundário e universitário. Técnico em Desenvolvimento Econômico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), especialista em projetos de financiamentos e investimentos, executivo fundador do antigo CEAG/SC, hoje, SEBRAE, Consultor de atividades  empresariais. Presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis – ACIF entre 13/05/2005 a 13/05/2009 (4 anos com reeleição) e presidente do Conselheiro do Conselho Superior 2009/2011. Conselheiro do Sapiens Park, Conselheiro do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Conselheiro do Conselho Municipal do Saneamento Básico.

Pensamento Político

A história nos ensinou que o melhor caminho para as sociedades é o Liberalismo (Locke) representado por um  conjunto de princípios  baseados na defesa da propriedade privada, liberdade econômica (mercado livre),  liberdade política (vários partidos), liberdade religiosa, mínima participação do Estado na economia mas forte na aplicação da lei, igualdade dos cidadãos perante a lei, livre manifestação do pensamento e expressão.

Publicações

Inúmeros artigos publicados nos jornais de Florianópolis. Coordenou e escreveu os seguintes livros: Prefeitura Municipal de Florianópolis 2004; Novo Modelo Institucional Água e Saneamento, 2006, SC2010, projeto sobre Governo Estadual, 2007; Reforma Tributária Nacional 2008; PMF2012 Reforma Administrativa da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Bacias Hidrográficas de Florianópolis, 2008.

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