CAOS NA SC400, 401, 402, 403, 404, 405, 406

CAOS NA SC400, 401, 402, 403, 404, 405, 406

Amigos e amigas de Floripa

Ontem 9/01/2018 foi um dia caótico para o trânsito da cidade. Todas as SCs, nossas avenidas que ligam os distritos, estavam entupidas de carros. A SC401 que tive a oportunidade de transitar no contrafluxo, por volta das 13 horas, a fila começava na Beira Mar e seguia até a alça do viaduto de Canasvieiras, tudo parado. Presumo o desconforto das famílias, carros cheios de crianças demandando para os shoppings.

As redes sociais se encheram de indignação, cuspiam marimbondos contra as autoridades, o prefeito, o Governador, os vereadores. E todos tinham razão. O descontrole do trânsito ou se quiserem a ausência de mobilidade urbana não é uma determinação histórica, um sacrifício que devamos aceitar como natural “por causa do nosso acidentado espaço geográfico”. É uma tolice, mas já me argumentaram nesse sentido. Imaginem se não existisse o túnel Antonieta de Barros?  Como seria alcançar o aeroporto?

Pois bem registro que a cidade é uma das poucas do Brasil que não pode se queixar de “imobilidade”. Enquanto São Paulo tem que pagar fortunas para furar 01 kilometro de metrô, por aqui a natureza oferece centenas de avenidas marítimas prontas para serem usadas, sem lombadas, sem buracos, sem acostamentos perigosos, sem veículos na contramão. E há outras virtudes colaterais- a cidade não fica refém de sindicatos predadores, tampouco de um acidente nas pontes de acesso à Ilha e ainda pode oferecer aos turistas, linhas de contemplação turística. Coroando o projeto, muita renda, impostos e empregos.

Só os néscios não enxergam isso.

A implantação de Terminais Integrados recepcionando os vários modais de transportes entre eles o marítimo, só depende de determinação política. E tudo seria financiado pela iniciativa privada.  E o nosso terminal central poderia abrigar ainda, o Paço Municipal e um grande aterramento do mar para estacionamentos.

E as tarifas gritam os céticos? Seguramente pelos benefícios que vai trazer serão mais baratas do que o transporte terrestre.

O PLAMUS – Plano de Mobilidade Urbana Sustentável, um nome pomposo, incrustado dentro da SUDERF e que custou muito dinheiro vindo do BNDES defende o BRT, ou seja, mais ônibus nas ruas e avenidas. Ontem por exemplo, de que adiantaria o BRT. O PLAMUS sequer tocou no modal marítimo. (penso que influenciado pelos planaltos de Curitiba), em vez disso propôs 3 alternativas – BRT (Bus rapid Transport), VLT+BRT (Veiculo sobre trilhos) e o Monotrilho + BRT, todas inviáveis – o BRT com seus 85 km, tem custos estimados de 1,5 bilhão distribuídos, 500 milhões em veículos e 1 bilhão em infraestrutura; o VLT + BRT, 3,2 bilhões e o Monotrilho + BRT, 5 bilhões dinheiro que vai sair dos cofres públicos. É simplesmente, um absurdo que não vai resolver os problemas.

Ainda há tempo de estancar estes equívocos, Senhor Prefeito e Governador.

 


Dilvo Tirloni

Sou Administrador concluí meus estudos de ensino fundamental na cidade de Nova Trento. Os estudos de ensino Médio foram concluídos na cidade de Brusque, no Colégio São Luiz e Consul Carlos Renaux. Sou bacharel em  História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Simultaneamente, cursei Administração na Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG). Nesta escola fui contemplado com medalha pelos méritos acadêmicos vindo, então, a ser convidado para cursar o Pós Graduação, nível de mestrado, na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. Concluído o curso de pós-graduação ingressei como professor titular na UDESC/ESAG atuando na área de Administração Financeira e Mercado de Capitais.

Profissional

Professor primário, secundário e universitário. Técnico em Desenvolvimento Econômico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), especialista em projetos de financiamentos e investimentos, executivo fundador do antigo CEAG/SC, hoje, SEBRAE, Consultor de atividades  empresariais. Presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis – ACIF entre 13/05/2005 a 13/05/2009 (4 anos com reeleição) e presidente do Conselheiro do Conselho Superior 2009/2011. Conselheiro do Sapiens Park, Conselheiro do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Conselheiro do Conselho Municipal do Saneamento Básico.

Pensamento Político

A história nos ensinou que o melhor caminho para as sociedades é o Liberalismo (Locke) representado por um  conjunto de princípios  baseados na defesa da propriedade privada, liberdade econômica (mercado livre),  liberdade política (vários partidos), liberdade religiosa, mínima participação do Estado na economia mas forte na aplicação da lei, igualdade dos cidadãos perante a lei, livre manifestação do pensamento e expressão.

Publicações

Inúmeros artigos publicados nos jornais de Florianópolis. Coordenou e escreveu os seguintes livros: Prefeitura Municipal de Florianópolis 2004; Novo Modelo Institucional Água e Saneamento, 2006, SC2010, projeto sobre Governo Estadual, 2007; Reforma Tributária Nacional 2008; PMF2012 Reforma Administrativa da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Bacias Hidrográficas de Florianópolis, 2008.

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