RECEITA PREVIDÊNCIARIA E SEUS CUSTOS

RECEITA PREVIDÊNCIARIA E SEUS CUSTOS

Amigos e amigas de Floripa

Em outra oportunidade registrei a necessidade de um Reforma Tributária para contemplar a redução da carga de impostos que se aproxima de 40% do PIB e simplificar o cipoal de leis que geram interpretações diversas, origem de muitos processos judiciais. Tudo isso onera o chamado “custo Brasil” atrapalhando a competitividade da nossa produção de bens e serviços. Quero lhes falar sobre Previdência.

No conjunto das Receitas globais do Pais, 2016 – a União gerenciou 64,38%, os Estados 28,84% e os municípios 6,78% num total de 2,04 bilhões, cuja distribuição esta absolutamente equivocada, as pessoas vivem nas cidades não em Brasília. É preciso implantar a municipalização conceito que engloba mais receitas para os municipios.

Destes, 343,6 bilhões (29,5%) foram destinados à Previdência Privada (RGPS). Mesmo assim a Previdência acusou déficit. Na última auditoria, o TCU confirmou o rombo no orçamento da Previdência, que somou R$ 150 bilhões em 2016 – aumento de 74,5% em relação ao do ano anterior. A esta conta deve ser agregado a Previdência Pública cujas receitas em 2016 foram de 38,5 bilhões, despesas de 110,8 e déficit de 72,3 bilhões. Ambas produziram um déficit acumulado de 222,3 bilhões e neste ano, 2017 será ainda maior.

REGIME RECEITAS DESPESAS  DEFICIT APOSENTADOS
PUBLICA

38,5

110,8 -72,3

1.000.000

RGPS PRIVADA

343,3

493,3 -150

33.000.000

TOTAL

381,8

604,1

-222,3

Fonte: INSS 2016 – Valores em bilhões

Vale ressaltar a espantosa diferença entre os trabalhadores privados e públicos. Hum milhão de trabalhadores públicos produzem um déficit de 50% (72,3) dos 33 milhões de trabalhadores privados evidenciando o acerto das propostas encaminhadas pelo Ministério para sanear estas “expropriações” do Tesouro Público.

 

Os recursos da Previdência tem origem em duas fontes principais – dos beneficiários do sistema que pagam mensalmente sobre seu salário o equivalente entre 8 a 11% e dos empregadores que pagam 20% da folha salarial.  Na área pública, a contribuição é de 11%.

Não encha o peito para ser contra a Previdência você pode estar dando um tiro no próprio pé. Corremos o risco real de receber o benefício à prestação como acontece no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul.


Dilvo Tirloni

Sou Administrador concluí meus estudos de ensino fundamental na cidade de Nova Trento. Os estudos de ensino Médio foram concluídos na cidade de Brusque, no Colégio São Luiz e Consul Carlos Renaux. Sou bacharel em  História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Simultaneamente, cursei Administração na Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG). Nesta escola fui contemplado com medalha pelos méritos acadêmicos vindo, então, a ser convidado para cursar o Pós Graduação, nível de mestrado, na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. Concluído o curso de pós-graduação ingressei como professor titular na UDESC/ESAG atuando na área de Administração Financeira e Mercado de Capitais.

Profissional

Professor primário, secundário e universitário. Técnico em Desenvolvimento Econômico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), especialista em projetos de financiamentos e investimentos, executivo fundador do antigo CEAG/SC, hoje, SEBRAE, Consultor de atividades  empresariais. Presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis – ACIF entre 13/05/2005 a 13/05/2009 (4 anos com reeleição) e presidente do Conselheiro do Conselho Superior 2009/2011. Conselheiro do Sapiens Park, Conselheiro do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Conselheiro do Conselho Municipal do Saneamento Básico.

Pensamento Político

A história nos ensinou que o melhor caminho para as sociedades é o Liberalismo (Locke) representado por um  conjunto de princípios  baseados na defesa da propriedade privada, liberdade econômica (mercado livre),  liberdade política (vários partidos), liberdade religiosa, mínima participação do Estado na economia mas forte na aplicação da lei, igualdade dos cidadãos perante a lei, livre manifestação do pensamento e expressão.

Publicações

Inúmeros artigos publicados nos jornais de Florianópolis. Coordenou e escreveu os seguintes livros: Prefeitura Municipal de Florianópolis 2004; Novo Modelo Institucional Água e Saneamento, 2006, SC2010, projeto sobre Governo Estadual, 2007; Reforma Tributária Nacional 2008; PMF2012 Reforma Administrativa da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Bacias Hidrográficas de Florianópolis, 2008.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *