GOVERNO FEDERAL – OBESIDADE MÓRBIDA

GOVERNO FEDERAL – OBESIDADE MÓRBIDA

Amigos e amigas de Floripa

Dia desses vi um documentário impressionante, uma garota de pouco mais de 20 anos, pesava 520 quilos, um rosto meigo, tudo o mais, disforme. Arrastava-se pela casa, não suportava mais a sua vida, queria uma solução, ainda que fosse a morte.

Levaram-na a uma clínica, o médico recomendou procedimento cirúrgico, antes, porém, precisava emagrecer pelo menos 10 quilos. Ofereceu a dieta, em 10 dias retornaria apta para a “bariátrica” que como se sabe são os procedimentos que tratam da redução do estomago, forma de contribuir para reduzir o sobrepeso.

Deu-se o inesperado – as pessoas que a cercavam, com pena, em vez de aplicar a dieta recomendada, fizeram o contrário, protegeram, deram a ela o que sempre gostou bandejas de sanduíches. No retorno, havia aumentado mais alguns quilos.

O médico então radicalizou – internou a paciente e proibiu a presença de familiares. Pouco mais de um mês procedeu a cirurgia, aos pouco foi emagrecendo, tirando os excessos, em 6 meses começou andar e até dirigir. 12 meses depois pesava 120 quilos e fazendo ginástica para chegar aos 80 recomendado pelo médico.

Mal comparando, o Brasil é um paciente com obesidade mórbida, anda balofo, precisa da bariátrica. Precisa afastar os “familiares” que teimam em oferecer alimentação ao paciente. Ele não precisa de mais “impostos” a dieta preferida do mamute, precisa de cortes nas despesas. Os médicos que o tratam perceberam o seu tamanho, tem dificuldades, entretanto de aplicar os procedimentos cirúrgicos adequados e os remédios colaterais necessários.

Vamos a eles:

  1. O primeiro convencimento da equipe é de que o paciente já não tem condições de se locomover, pouco adiante injetar mais impostos, só vai torná-lo mais gordo.
  2. O procedimento cirúrgico se impõe, é preciso prepará-lo para o dia “D”.
  3. Sobrarão muitos excessos que também devem ser extirpados com cirurgias adicionais.
  4. São estimados pelo menos 12 meses entre a entrada na “clinica” e a possibilidade de exercitar os primeiros passos, sozinho.
  5. O bisturi do presidente da Equipe precisa estar afiado e, sobretudo, guardar a precisão necessária para acertar no alvo os males que se deseja acabar. Deveria fixar como meta o corte de 10% das Despesas do Orçamento Fiscal que são as despesas correntes do Governo.

Para alcançar estes objetivos a literatura é densa e forte por se tratar de preceitos constitucionais – estão registrados no artigo 169, parágrafos § 3º § 4º § 5º, mais os artigos 37 e a Lei de Responsabilidade Fiscal que tratam sobre redução do tamanho do Estado.

Para que o chefe da equipe não venha com “proteção” ao paciente vamos enumerar 2 momentos numéricos: O valor do Orçamento Fiscal (OF) de 2017 é R$1,784 trilhões enquanto o da Seguridade Social é de R$668,099 bilhões. A dívida pública não esta sendo considerada. Um corte de 10% do OF corresponde a 179 bilhões dinheiro necessário para equilibrar as contas.

O segundo momento é demonstrar os abusos financeiros. Iniciemos pelo centro orçamentário Presidência da Republica. Uma economia de 10% sobre as Despesas Diretas economizaria 85 milhões, mais 99 milhões da EPL (lembram do trem bala?), mais 708 milhões da EBC e mais um bilhão de uma certa Secretaria de Agricultura familiar. Tudo somado, 1,837 bilhões. E olhem que a Presidência é um dos menores Centros de Custos.

Com base neste receituário o Ministro Meirelles poderia vir a público e dizer alto e bom som que vai ampliar o déficit público agora, mas o futuro será promissor. Poderia acrescentar se quisesse um novo Plano Nacional de Desestatização, mas este assunto é para outro artigo.


Dilvo Tirloni

Sou Administrador concluí meus estudos de ensino fundamental na cidade de Nova Trento. Os estudos de ensino Médio foram concluídos na cidade de Brusque, no Colégio São Luiz e Consul Carlos Renaux. Sou bacharel em  História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Simultaneamente, cursei Administração na Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG). Nesta escola fui contemplado com medalha pelos méritos acadêmicos vindo, então, a ser convidado para cursar o Pós Graduação, nível de mestrado, na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. Concluído o curso de pós-graduação ingressei como professor titular na UDESC/ESAG atuando na área de Administração Financeira e Mercado de Capitais.

Profissional

Professor primário, secundário e universitário. Técnico em Desenvolvimento Econômico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), especialista em projetos de financiamentos e investimentos, executivo fundador do antigo CEAG/SC, hoje, SEBRAE, Consultor de atividades  empresariais. Presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis – ACIF entre 13/05/2005 a 13/05/2009 (4 anos com reeleição) e presidente do Conselheiro do Conselho Superior 2009/2011. Conselheiro do Sapiens Park, Conselheiro do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Conselheiro do Conselho Municipal do Saneamento Básico.

Pensamento Político

A história nos ensinou que o melhor caminho para as sociedades é o Liberalismo (Locke) representado por um  conjunto de princípios  baseados na defesa da propriedade privada, liberdade econômica (mercado livre),  liberdade política (vários partidos), liberdade religiosa, mínima participação do Estado na economia mas forte na aplicação da lei, igualdade dos cidadãos perante a lei, livre manifestação do pensamento e expressão.

Publicações

Inúmeros artigos publicados nos jornais de Florianópolis. Coordenou e escreveu os seguintes livros: Prefeitura Municipal de Florianópolis 2004; Novo Modelo Institucional Água e Saneamento, 2006, SC2010, projeto sobre Governo Estadual, 2007; Reforma Tributária Nacional 2008; PMF2012 Reforma Administrativa da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Bacias Hidrográficas de Florianópolis, 2008.

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