FLORIPA SUSTENTATÁVEL  – PARQUE URBANO E MARINA BEIRA-MAR NORTE

FLORIPA SUSTENTATÁVEL  – PARQUE URBANO E MARINA BEIRA-MAR NORTE

Amigos e amigas de Floripa

Este projeto foi inviabilizado por forças do atraso com a anuência do Prefeito. Posteriormente o mesmo projeto aparece a 500 metros de distância do local apropriado para marinas. Os investidores da Ponta do Coral investiram em batemetria e outros elementos essenciais. Além do hotel a Marina recepcionaria 300 vagas molhadas.
Este projeto foi inviabilizado por forças do atraso com a anuência do Prefeito. Posteriormente o mesmo projeto apareceu a 500 metros de distância do local apropriado para marinas. Os empreendedores da Ponta do Coral investiram em batimetria e outros elementos essenciais. Além do hotel a Marina recepcionaria 300 vagas molhadas. Seguramente há outros objetos que não só avião de carreira.

O debate continua quente nas Redes sociais sobre a viabilização do Parque Urbano e Marina Beira Mar Norte pós anúncio da sua despoluição. Há críticas para tudo e a  todos, ora são radicais ignorantes, ora  “sábios” que não aceitam contestação.

Minha experiência na área de análise de projetos “me deu régua e compasso” para entender  e reconhecer que nem todos os projetos que sofrem exames técnicos  “profundos” são imunes ao risco ou melhores. Qualquer negócio pode naufragar. Não sou “engenheiro de obra pronta” melhor antecipar.

Quando a população se defronta com um projeto com estas dimensões fica encantada com a beleza “arquitetônica”, mesmo políticos ex perientes se deixam engolfar pela sua grandiosidade e o “conjunto da obra” começa a repercutir favoravelmente na imprensa. Neste momento há dificuldades de inserir algum tipo de racionalidade ou contestação.

Quando alguém se levanta para protestar contra o projeto devido a sua localização, uso e ocupação do espaço, há quem queira dizer, equivocadamente, que “para que inimigos” se o fogo amigo já esta fazendo a sua parte?

Como ummodesto técnico de gestão mas não me faltam os elementos de convicção para afirmar que da forma como foi apresentado o projeto há enormes falhas que precisam ser corrigidas, pelo menos em relação ao projeto inicial de 2015.

Esta é a marina na Beira Mar. Para mostrar que era diferente da Ponta do Coral inseriram o conceito de Parque Linear Urbano.
Esta é a marina na Beira Mar. Para mostrar que era diferente da Ponta do Coral inseriram o conceito de Parque Linear Urbano.

Sou ardoroso defensor de marinas, mas cabe a elas espaço segregado em pontos extremos das praias sob pena de prejudicar a maioria da população. No caso do Parque Urbano sua principal falha, mas crucial, é que tomou de assalto justamente a melhor faixa onde poderia ser realizado um aterramento de 60 metros de largura cujos espaços poderiam comportar vários usos:

  1. Praia Central, prioridade 1
  2. Amplos estacionamentos (em vários locais) para ônibus de turismo entre outros receptivos, pelo menos 10 a 15 mil automóveis; basta ampliar o aterramento.
  3. Pelo menos dois a três pontos para embarque e desembarque de aeronaves tipo helicópteros;
  4. Espaço para embarque e desembarque de Jet ski e outros equipamentos náuticos;
  5. Quadras esportivas (diversos esportes como tênis, vôlei, futebol de salão, inclusive com concha acústica para campeonatos e recepção de grandes eventos.), natal, final de ano, festa da cidade;
  6. Escolas de esportes náuticos;
  7. Áreas culturais – núcleos de artes cênicas, artes musicais, artes visuais, danças, envolvendo crianças, adultos e idosos cujos investimentos poderão ser feitos no longo prazo.
  8. Parques Infantis, vários.
  9. Espaço para um futuro museu do mar recepcionando a memória açoriana e índios carijós.
  10. Espaço para quiosques padronizados com mini shoppings;.
  11. Espaço para Marina na ponta norte convergindo para um mini terminal integrado de transportes recepcionando o transporte marítimo, bikes, coletivos;

Guardo convicção que o debate deve prosperar, inserir mais amantes da cidade, mais técnicos, fazer o confronto. A cidade não pode nem deve privilegiar a Marina em detrimento da população. O foco sempre deve ser nas pessoas.

Penso que podemos ter o melhor dos dois mundos – marina, praia e todos os equipamentos comunitários, é só questão de bom senso.


Dilvo Tirloni

Sou Administrador concluí meus estudos de ensino fundamental na cidade de Nova Trento. Os estudos de ensino Médio foram concluídos na cidade de Brusque, no Colégio São Luiz e Consul Carlos Renaux. Sou bacharel em  História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Simultaneamente, cursei Administração na Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG). Nesta escola fui contemplado com medalha pelos méritos acadêmicos vindo, então, a ser convidado para cursar o Pós Graduação, nível de mestrado, na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. Concluído o curso de pós-graduação ingressei como professor titular na UDESC/ESAG atuando na área de Administração Financeira e Mercado de Capitais.

Profissional

Professor primário, secundário e universitário. Técnico em Desenvolvimento Econômico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), especialista em projetos de financiamentos e investimentos, executivo fundador do antigo CEAG/SC, hoje, SEBRAE, Consultor de atividades  empresariais. Presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis – ACIF entre 13/05/2005 a 13/05/2009 (4 anos com reeleição) e presidente do Conselheiro do Conselho Superior 2009/2011. Conselheiro do Sapiens Park, Conselheiro do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Conselheiro do Conselho Municipal do Saneamento Básico.

Pensamento Político

A história nos ensinou que o melhor caminho para as sociedades é o Liberalismo (Locke) representado por um  conjunto de princípios  baseados na defesa da propriedade privada, liberdade econômica (mercado livre),  liberdade política (vários partidos), liberdade religiosa, mínima participação do Estado na economia mas forte na aplicação da lei, igualdade dos cidadãos perante a lei, livre manifestação do pensamento e expressão.

Publicações

Inúmeros artigos publicados nos jornais de Florianópolis. Coordenou e escreveu os seguintes livros: Prefeitura Municipal de Florianópolis 2004; Novo Modelo Institucional Água e Saneamento, 2006, SC2010, projeto sobre Governo Estadual, 2007; Reforma Tributária Nacional 2008; PMF2012 Reforma Administrativa da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Bacias Hidrográficas de Florianópolis, 2008.

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