EDUCAÇÃO – O TAPA NA CARA DO BRASILEIRINHO CARENTE

EDUCAÇÃO – O TAPA NA CARA DO BRASILEIRINHO CARENTE

Amigos e amigas do Brasil

Ontem o Estado Brasileiro fez oferta de 11 novos cursos de medicina para 710 vagas, nas cidades de Campo Mourão (50 vagas – Faculdade Integrado de Campo Mourão), Pato Branco (50 vagas – Faculdade de Pato Branco – Fadep),  Rio de Janeiro, será contemplada Angra dos Reis (55 vagas – Universidade Estácio de Sá – Unesa) e, no Rio Grande do Sul, Novo Hamburgo (60 vagas – Universidade Feevale) e São Leopoldo (65 vagas – Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos). Estão previstas ainda 25 novos cursos pelo interior do Sul e Sudeste, totalizando 2.305 vagas. Presumo que cabe a iniciativa privada a sua realização.  Não ficou clara a participação financeira pública nestes cursos.

Só um Estado enxuto, provedor de bens e serviços, poderá sobreviver às demandas crescentes da população brasileira. E o que faz o político? Amplia os gastos.  Visitei dia desses a Carmela Dutra, tradicional maternidade da Ilha. Em outros tempos recebia a UNIMED, o SUS, Particulares. Agora não. Tudo lá é de graça, internação, serviços médicos, transporte, radiografias terceirizadas, lavanderia terceirizada, nem hotel de luxo tem tantos benefícios. Estendendo isso à toda Santa Catarina o leitor há de concordar, é um modelo que não pode dar certo. Não por outra razão, os hospitais estão todos quebrados.

Enquanto isso a educação brasileira é uma tragédia. Há milhões de analfabetos funcionais, nossas escolas do ensino básico estão caindo aos pedaços, professores mal remunerados, falta transporte escolar, merenda e até bancos escolares.

Todavia há uma classe de brasileiros que se apropriou do Estado brasileiro – são os universitários que estudam nas faculdades públicas. Por força de dispositivo constitucional as unidades de ensino público, são gratuitas.  Nestas se estaciona de graça, estuda de graça, comem de graça e até há quem durma de graça, sendo sua maioria da classe média alta. Durante o Secundário estudam nos melhores colégios privados e depois obtém as melhores notas do ENEM.

Orçamento do MEC é de 105 bilhões, 60 bilhões são gastos nas unidades superiores, só com hospitais, 9,6 bilhões, apenas 14 bilhões no ensino básico.  Literalmente, o MEC deveria existir para apoiar o ensino primário e secundário não cursos superiores.

Ontem ao aprovar um rosário de cursos de Medicina o Governo Brasileiro foi pelo caminho certo da privatização dos cursos, caso contrário, deu um tapa na cara de milhões de pequenos brasileiros que fruto da miséria perambulam com seus pobres pais pelos lixões do Brasil, abandonados nas ruas, vítimas do crime organizado.

É preciso ler corretamente o Brasil.


Dilvo Tirloni

Sou Administrador concluí meus estudos de ensino fundamental na cidade de Nova Trento. Os estudos de ensino Médio foram concluídos na cidade de Brusque, no Colégio São Luiz e Consul Carlos Renaux. Sou bacharel em  História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Simultaneamente, cursei Administração na Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG). Nesta escola fui contemplado com medalha pelos méritos acadêmicos vindo, então, a ser convidado para cursar o Pós Graduação, nível de mestrado, na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. Concluído o curso de pós-graduação ingressei como professor titular na UDESC/ESAG atuando na área de Administração Financeira e Mercado de Capitais.

Profissional

Professor primário, secundário e universitário. Técnico em Desenvolvimento Econômico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), especialista em projetos de financiamentos e investimentos, executivo fundador do antigo CEAG/SC, hoje, SEBRAE, Consultor de atividades  empresariais. Presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis – ACIF entre 13/05/2005 a 13/05/2009 (4 anos com reeleição) e presidente do Conselheiro do Conselho Superior 2009/2011. Conselheiro do Sapiens Park, Conselheiro do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Conselheiro do Conselho Municipal do Saneamento Básico.

Pensamento Político

A história nos ensinou que o melhor caminho para as sociedades é o Liberalismo (Locke) representado por um  conjunto de princípios  baseados na defesa da propriedade privada, liberdade econômica (mercado livre),  liberdade política (vários partidos), liberdade religiosa, mínima participação do Estado na economia mas forte na aplicação da lei, igualdade dos cidadãos perante a lei, livre manifestação do pensamento e expressão.

Publicações

Inúmeros artigos publicados nos jornais de Florianópolis. Coordenou e escreveu os seguintes livros: Prefeitura Municipal de Florianópolis 2004; Novo Modelo Institucional Água e Saneamento, 2006, SC2010, projeto sobre Governo Estadual, 2007; Reforma Tributária Nacional 2008; PMF2012 Reforma Administrativa da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Bacias Hidrográficas de Florianópolis, 2008.

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