A BALOFA ESTRUTURA ADMINISTRATIVA

A BALOFA ESTRUTURA ADMINISTRATIVA

Amigos e amigas de Floripa

Uma das pragas da Administração Pública é a sua estrutura orgânica que esta mal construída tecnicamente, sobretudo, pelo excesso de órgãos, alguns superpostos  empregando centenas de pessoas apadrinhadas, desempenhando atividades via de regra inúteis.

Floripa não escapa desta maldição. Além dos mais de 300 cargos comissionados para atender aos interesses partidários, há curiosidades caras na estrutura administrativa. Vamos separá-las por ordem apenas para facilitar o entendimento.

  1. Há a Fundação Franklim Cascaes com custos de 11,8 milhões e para gerencia-la não se sabe porque, há uma Secretaria da Cultura com mais 2,2 milhões. Ou temos uma Secretaria ou temos uma Fundação, as duas juntas é um equívoco administrativo, mais do que isso, uma afronta ao contribuinte que tem que arcar com os impostos destes abusos.
  2. Embora com despesas reduzidas, R$333.200,00, há um certo Funcine – fundo municipal do cinema cujas atividades podem até ter lá seus propósitos mas em tempos de austeridade com o dinheiro público é algo a ser eliminado.
  3. No conjunto das despesas atrai a atenção do contribuinte 3 centros de despesas que deveriam operar sob um único centro de despesas – Gabinete do Prefeito com 60,8 milhões, Chefia de Gabinete com 616,9 mil e Secretaria da Casa Civil com 18,6 milhões. Em tese tudo gira em torno do prefeito e isto custa ao contribuinte 80,0 milhões de reais. Desconheço posto não ter encontrado as informações a razão de tantos recursos no Gabinete do Prefeito.
  4. Da série despesas inúteis fulgura o IGEOF com 2,65 milhões, Secretaria do Consumidor com 2,70 milhões mais o PROCOM e, os centros de despesas denominados de Sub Prefeituras do Leste com 1,56 milhões, Norte com 350 mil, Sul com 130 mil e o Centro com 2,01 milhões. As contradições são acentuadas entre estas subprefeituras e o que existe na Secretaria do Oeste (Secretaria do Continente) com 26,2 milhões. Para resolver estes impasses e havendo o interesse em descentralizar a gestão, ou bem temos Subprefeituras em todos os quadrantes ou Secretarias, com adoção do Orçamento Distrital que a meu juízo é, tecnicamente, mais adequado.
  5. Mas a cereja do bolo vai para o orçamento da COMCAP que alcança 215 milhões (185,9+29,1). A “autarquia” é um moedor de recursos. Suspeita-se que os 215 milhões sejam insuficientes a se medir pelos 280 milhões de prejuízos acumulados nos últimos anos. Seguramente os princípios registrados no artigo 37 da Constituição, a maioria vem sendo agredidos há anos sem que se tenha uma manifestação contrária dos órgãos que deveriam fiscalizar a estatal.

Para resolver os impasses um bom projeto administrativo não contemplaria mais do que 10 secretarias mais as atuais fundações,  atribuindo ao IPUF importância equivalente a uma Secretaria.

Estruturas administrativas inadequadas sofrem  problemas com movimentos lentos, criam dificuldades gerenciais, atropelam os orçamentos, colocam em risco os princípios da eficiência, da moralidade pública e limitam os investimentos de capital, geradores de renda, impostos e emprego.

 

 


Dilvo Tirloni

Sou Administrador concluí meus estudos de ensino fundamental na cidade de Nova Trento. Os estudos de ensino Médio foram concluídos na cidade de Brusque, no Colégio São Luiz e Consul Carlos Renaux. Sou bacharel em  História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Simultaneamente, cursei Administração na Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG). Nesta escola fui contemplado com medalha pelos méritos acadêmicos vindo, então, a ser convidado para cursar o Pós Graduação, nível de mestrado, na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. Concluído o curso de pós-graduação ingressei como professor titular na UDESC/ESAG atuando na área de Administração Financeira e Mercado de Capitais.

Profissional

Professor primário, secundário e universitário. Técnico em Desenvolvimento Econômico do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), especialista em projetos de financiamentos e investimentos, executivo fundador do antigo CEAG/SC, hoje, SEBRAE, Consultor de atividades  empresariais. Presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis – ACIF entre 13/05/2005 a 13/05/2009 (4 anos com reeleição) e presidente do Conselheiro do Conselho Superior 2009/2011. Conselheiro do Sapiens Park, Conselheiro do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Conselheiro do Conselho Municipal do Saneamento Básico.

Pensamento Político

A história nos ensinou que o melhor caminho para as sociedades é o Liberalismo (Locke) representado por um  conjunto de princípios  baseados na defesa da propriedade privada, liberdade econômica (mercado livre),  liberdade política (vários partidos), liberdade religiosa, mínima participação do Estado na economia mas forte na aplicação da lei, igualdade dos cidadãos perante a lei, livre manifestação do pensamento e expressão.

Publicações

Inúmeros artigos publicados nos jornais de Florianópolis. Coordenou e escreveu os seguintes livros: Prefeitura Municipal de Florianópolis 2004; Novo Modelo Institucional Água e Saneamento, 2006, SC2010, projeto sobre Governo Estadual, 2007; Reforma Tributária Nacional 2008; PMF2012 Reforma Administrativa da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Bacias Hidrográficas de Florianópolis, 2008.

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